Mineiros decidem hoje e amanhã <br>o caminho da luta na Somincor

MINEIROS Os trabalhadores das minas de Neves-Corvo decidem, hoje e amanhã, em reuniões convocadas pelo STIM, as propostas reivindicativas para 2018 e os contornos da continuação da luta.

A resposta dos trabalhadores tem sido de firmeza e de combate

Os plenários realizam-se dias depois da demissão do presidente do conselho de administração da empresa propriedade do grupo Lundin Mining, renúncia à qual o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira reagiu aconselhando que «se outros houver que defendam a mesma linha de boicote à livre negociação e de desrespeito pelos trabalhadores e pelas suas propostas, [que lhe] sigam o exemplo».

No complexo mineiro de Neves-Corvo, concelho de Castro Verde, o sindicato da Fiequimetal/CGTP-IN tem em distribuição um documento no qual dá conta da inexistência de qualquer acordo quanto às matérias que têm estado na base da luta desenvolvida: fim dos horários desumanos para os trabalhadores do fundo da mina, antecipação da idade da reforma para os trabalhadores das lavarias e áreas relacionadas, promoção e progressão na carreira dos trabalhadores alvo de discriminação, particularmente daqueles que recusaram aderir à laboração contínua.

Em notícia publicada no sítio da Internet da Federação, a estrutura representativa dos mineiros recorda que às reivindicações laborais tem respondido a administração da Somincor com «coacção, pressão e repressão sobre os trabalhadores», visando demove-los e resigná-los «às atrocidades patronais».

«A resposta dos trabalhadores tem sido de firmeza e de combate e, durante os dias de greve, a administração não conseguiu atingir minimamente os seus objectivos», lembra-se ainda, antes de se acusar a empresa de, perante tal facto, reagir com desespero. Exemplos disso mesmo são as ameaças de não pagamento de dias em que os trabalhadores não estiveram em greve e a imposição do lock-out nas lavarias.

O STIM considera ainda deplorável «o comportamento da GNR durante a luta na Somincor» notando que aquela força «reprimiu os trabalhadores que constituíam o piquete de greve, mesmo dentro das instalações da empresa, e intrometeu-se, até, nos horários de acção do piquete de greve, na forma e na duração das acções de sensibilização dos trabalhadores».

 



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